O dono de uma loja de comida indiana de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, recebeu uma carta de desculpas e 100 libras (US$ 160) de um ladrão que roubou esse estabelecimento em 2001.
O dono do estabelecimento, Imran Ahmed, 27 anos, não conseguiu acreditar quando leu a surpreendente carta, informa neste sábado a rede publica britânica BBC
O texto do arrependido ladrão começa com as seguintes palavras: “Queridos senhores, escrevo esta carta para consertar algo que fiz no passado”.
O ex-ladrão lembra que roubou 400 cigarros da loja e ressalta que envia 100 libras como indenização por esse crime.
“Naquela época – confessa -, consumia muitas drogas e minha vida era uma confusão. Agora, não tomo mais drogas e me esforço para levar uma vida decente e honesta”.
Em comoventes linhas, o ex-ladrão explica que, como parte de sua recuperação, tenta corrigir os erros cometidos no passado.
“Lamento o dano que lhe causei no passado e, sinceramente, lhe apresento minhas desculpas”, conclui a carta.
Ahmed comentou que a mudança de atitude do enigmático remetente é algo “muito bom” e adiantou que doará as 100 libras para uma organização beneficente de luta contra as drogas.
Essa notícia não merece descaso, não merece ser banalizada por meu humor doentio ou nada do gênero.
Merece apenas destaque para a capacidade humana mais importante de todas, que é a mudança. Ela nos torna diferentes dos outros animais, pois com a mudança demonstramos que evoluímos dentro de nosso próprio ciclo vital, e não em gerações, como pregam os simplórios (!) geneticistas…
Eu sempre preguei que mais que simplesmente se arrepender, a pessoa tem o DEVER de pelo menos tentar REVERTER os danos que tenha causado com suas atitudes errôneas… Evangélicos e outros cristãos da maioria das religiões pregam o arrependimento… Mas o arrependimento real nos leva à necessidade de retornar ao correto o que fizemos de errado… se eu me arrependo de, por exemplo, bater em uma pessoa, eu então naturalmente tenho o ímpeto de procurar essa pessoa, pedir desculpar e mais, se for possível, fazer um carinho (psicólogo ou físico mesmo) reparador da alma desta pessoa (e da minha, mais ainda).
Então para este “ladrão”, eu dobro meus joelhos e o chamo de “mestre”, coisa que não faço por “santo” ou outra “entidade” alguma.
É… São coisas assim que, pelo uma vez por ano, me fazem ter orgulho de dizer : “Sou Humano!”
